Vou escrever e deixar isso registrado hoje, 13 de junho de 2009. Será que algum(s) pastor(es) ou familiar(es) dos envolvidos em grandes campanhas envolvendo a igreja evangélica no ABC tem pretensões políticas?
Veremos no ano que vem...
Sábado, Junho 13
Terça-feira, Maio 26
A Bíblia e a Propriedade Privada
Engels e Marx deveriam ter olhado melhor para Atos 4:32-37.
A noção de propriedade privada é relativamente nova na humanidade. Em todos os lugares em que ela surgiu e de que se têm registros históricos, sabe-se que ela foi traumática.
Quando a Sexta Dieta Renana discutiu e aprovou a “Lei sobre o roubo de Lenha”, que tirava dos camponeses o direito que sempre tiveram de se apropriar da madeira existente nas matas e bosques daquele território (mesmo os gravetos que estivessem caídos no chão), Karl Marx percebe que o Estado não era aquilo percebido por Hegel como uma instituição racional e plural, mas servia aos interesses do pequeno grupo de grandes proprietários e poderosos, às custas da esmagadora maioria da sociedade que, a partir daquela lei, não poderiam mais usar gravetos e galhos espalhados no chão para se protegerem do frio.
De onde surgiu a noção de propriedade privada, senão do pecado do homem?
Sim, o pecado é também a explicação para esta deturpação do propósito original de Deus. O egoísmo, que nasce com o pecado, se fortalece ao ponto de fazer o homem considerar seu algo que existe neste mundo temporal e evolui ao limite de este mesmo homem considerar o outro sua propriedade.
Não sou revolucionário, não acho que seja possível alterar este estado de coisas por vias institucionais, políticas ou mesmo pelas armas.
Entendo que a única forma de modificar ou amenizar o sofrimento infligido por esta verdadeira mutilação que se impõe à maioria dos seres humanos é um novo padrão nas relações sociais.
Padrão este que existia entre os cristãos da chamada Igreja Primitiva. O relato histórico de Lucas no livro dos Atos mostra que não havia necessitados naquele grupo, pelo simples fato de haver um contínuo repartir.
Cabe salientar aqui que aquelas pessoas não viviam isoladas do mundo, pois um sistema como esse só funcionaria na medida em que houvesse pessoas que trabalhassem e negociassem para, primeiro “ter”, e depois “repartir”, pois, nesta sociedade, ninguém reparte o que não tem.
O trabalho bem sucedido aliado a uma nova disposição mental era a garantia de sobrevivência de todos, inclusive aqueles que, por algum motivo esporádico ou permanente, não dispusesse de meios para sua sobrevivência.
Certamente não será possível superar a maioria das anomalias deste mundo que é dominado pelo mal, mas, também é certo que é possível mostrar a este mesmo mundo que há uma forma diferente de se relacionar com os outros e com o meio.
Um relacionamento mediado por uma nova consciência baseada nos valores do próprio Cristo, despojado de sistemas, religiões ou ideologias.
Cristo em nós e entre nós.
Galli
A noção de propriedade privada é relativamente nova na humanidade. Em todos os lugares em que ela surgiu e de que se têm registros históricos, sabe-se que ela foi traumática.
Quando a Sexta Dieta Renana discutiu e aprovou a “Lei sobre o roubo de Lenha”, que tirava dos camponeses o direito que sempre tiveram de se apropriar da madeira existente nas matas e bosques daquele território (mesmo os gravetos que estivessem caídos no chão), Karl Marx percebe que o Estado não era aquilo percebido por Hegel como uma instituição racional e plural, mas servia aos interesses do pequeno grupo de grandes proprietários e poderosos, às custas da esmagadora maioria da sociedade que, a partir daquela lei, não poderiam mais usar gravetos e galhos espalhados no chão para se protegerem do frio.
De onde surgiu a noção de propriedade privada, senão do pecado do homem?
Sim, o pecado é também a explicação para esta deturpação do propósito original de Deus. O egoísmo, que nasce com o pecado, se fortalece ao ponto de fazer o homem considerar seu algo que existe neste mundo temporal e evolui ao limite de este mesmo homem considerar o outro sua propriedade.
Não sou revolucionário, não acho que seja possível alterar este estado de coisas por vias institucionais, políticas ou mesmo pelas armas.
Entendo que a única forma de modificar ou amenizar o sofrimento infligido por esta verdadeira mutilação que se impõe à maioria dos seres humanos é um novo padrão nas relações sociais.
Padrão este que existia entre os cristãos da chamada Igreja Primitiva. O relato histórico de Lucas no livro dos Atos mostra que não havia necessitados naquele grupo, pelo simples fato de haver um contínuo repartir.
Cabe salientar aqui que aquelas pessoas não viviam isoladas do mundo, pois um sistema como esse só funcionaria na medida em que houvesse pessoas que trabalhassem e negociassem para, primeiro “ter”, e depois “repartir”, pois, nesta sociedade, ninguém reparte o que não tem.
O trabalho bem sucedido aliado a uma nova disposição mental era a garantia de sobrevivência de todos, inclusive aqueles que, por algum motivo esporádico ou permanente, não dispusesse de meios para sua sobrevivência.
Certamente não será possível superar a maioria das anomalias deste mundo que é dominado pelo mal, mas, também é certo que é possível mostrar a este mesmo mundo que há uma forma diferente de se relacionar com os outros e com o meio.
Um relacionamento mediado por uma nova consciência baseada nos valores do próprio Cristo, despojado de sistemas, religiões ou ideologias.
Cristo em nós e entre nós.
Galli
Quinta-feira, Maio 14
Será que eu sou capaz?
Será que sou capaz de transformar?
Será que sou capaz de ser útil?
Será que sou capaz de ser agradável?
Será que sou capaz de afugentar a tristeza?
Será que sou capaz de influenciar?
Será que sou capaz de recomeçar?
Será que sou capaz de terminar o que comecei?
Será que sou capaz de começar o que pensei?
Será que sou capaz de ser útil?
Será que sou capaz de ser agradável?
Será que sou capaz de afugentar a tristeza?
Será que sou capaz de influenciar?
Será que sou capaz de recomeçar?
Será que sou capaz de terminar o que comecei?
Será que sou capaz de começar o que pensei?
Terça-feira, Dezembro 9
Os Crentes e a Crise
Os últimos anos da economia no Brasil foram marcados por boas notícias: crescimento da produção industrial, aumento do comércio exterior, geração de mais postos de trabalho com conseqüente diminuição do desemprego, melhoria (tímida) na distribuição de renda, recordes atingidos na produção e venda de automóveis, construção civil super aquecida, bolsa de valores atingindo picos de valorização refletindo a saúde financeira das empresas negociadas e o comércio vendendo como nunca são acontecimentos que foram vistos por todos como sinal de que a prosperidade aportava por estas terras tupiniquins para ficar.
Essas boas notícias não aconteciam como conseqüência das políticas industriais e de desenvolvimento deste governo (até porque não há política industrial e de desenvolvimento neste governo). Também não eram conseqüências de nossa boa infra-estrutura, nem de nossa política educacional que forma jovens competentes para o mercado de trabalho (nossos jovens mal sabem ler ao sair do ensino médio).
A economia brasileira “bombou” nos últimos anos por um único motivo: a economia mundial estava bem. Estados Unidos e Europa consumindo, China, Índia e Rússia crescendo vertiginosamente e, num mundo altamente globalizado, todos tiraram proveito do sucesso de todos.
Mas (e sempre tem um “mas”), justamente de onde não se esperava, veio o balde de água fria. Os consumidores americanos estavam atolados em dívidas lastreadas em seus imóveis, que não paravam de se valorizar, e o consumidor não parava de aumentar seu endividamento e de consumir. Até que o ciclo se rompeu. A “bolha estourou” como gostam de dizer os economistas. Os imóveis começaram a perder preço, os americanos pararam de pagar suas prestações, os bancos começaram a quebrar, o mundo entrou em pânico e pronto. Acabou a festa. Demissões anunciadas, empresas fechando e perspectiva de recessão para, no cenário mais otimista, o próximo ano.
Enquanto isso no Brasil, os políticos governistas capitaneados pelo seu Presidente, se esforçavam em convencer a todos que o problema deveria ser resolvido pelo Bush (palavras do próprio Lula) e que nada estragaria nosso sossego.
Até que as empresas brasileiras começaram a sentir os inevitáveis efeitos da turbulência e anunciaram suas medidas: férias coletivas, demissões e diminuição das previsões de investimentos para o próximo ano.
Pois bem: se o governo afirmava que o sucesso da economia se devia às suas medidas, agora, no momento do fracasso, afirma que a culpa é dos “países ricos”, e que não tem nada com isso.
O que há de estranho neste comportamento? Nada. É assim que se faz política, não só no Brasil, mas no mundo todo.
O estranho, é que, assim como os políticos, muitos religiosos evangélicos colocaram-se como os responsáveis pelo bom momento da economia. Tudo ia bem graças às suas orações, sua intercessão pela nação, seus jejuns, suas campanhas. Há até um site de uma campanha de jejum anual promovida por uma igreja da região do ABC paulista, dizendo que um dos sinais das bênçãos de Deus é uma “notável melhora econômica”. Justamente uma igreja do ABC, uma das regiões que mais estão sentindo os efeitos da crise, já que a economia da região é altamente dependente das montadoras de automóveis, que estão praticamente paradas e com os pátios lotados.
Senhores pastores e líderes evangélicos: não tratem suas ovelhas como burros. Esta crise certamente atingirá a todos, indistintamente, inclusive as próprias igrejas, e quando isso ocorrer, veremos qual será o discurso. Seria o “é culpa do diabo”? Seria o “é a falta de fé do povo”? Seria o “é culpa da mídia”? Ou seria o improvável “desculpe por mentir para vocês fazendo-os crer que quando tudo estava bem era por causa das minhas orações”?
Estou certo de que os cristãos serão muito importantes na reconstrução da economia global, se estiverem dispostos a colocar em prática seus elevados valores morais e força de trabalho em prol de uma sociedade mais justa e equilibrada.
Mas, enquanto prevalecerem os discursos histriônicos de gente que já se distanciou há muito tempo da realidade, os cristãos continuarão a ser parte da crise (no sentido mais amplo da palavra) e não solução para ela.
Essas boas notícias não aconteciam como conseqüência das políticas industriais e de desenvolvimento deste governo (até porque não há política industrial e de desenvolvimento neste governo). Também não eram conseqüências de nossa boa infra-estrutura, nem de nossa política educacional que forma jovens competentes para o mercado de trabalho (nossos jovens mal sabem ler ao sair do ensino médio).
A economia brasileira “bombou” nos últimos anos por um único motivo: a economia mundial estava bem. Estados Unidos e Europa consumindo, China, Índia e Rússia crescendo vertiginosamente e, num mundo altamente globalizado, todos tiraram proveito do sucesso de todos.
Mas (e sempre tem um “mas”), justamente de onde não se esperava, veio o balde de água fria. Os consumidores americanos estavam atolados em dívidas lastreadas em seus imóveis, que não paravam de se valorizar, e o consumidor não parava de aumentar seu endividamento e de consumir. Até que o ciclo se rompeu. A “bolha estourou” como gostam de dizer os economistas. Os imóveis começaram a perder preço, os americanos pararam de pagar suas prestações, os bancos começaram a quebrar, o mundo entrou em pânico e pronto. Acabou a festa. Demissões anunciadas, empresas fechando e perspectiva de recessão para, no cenário mais otimista, o próximo ano.
Enquanto isso no Brasil, os políticos governistas capitaneados pelo seu Presidente, se esforçavam em convencer a todos que o problema deveria ser resolvido pelo Bush (palavras do próprio Lula) e que nada estragaria nosso sossego.
Até que as empresas brasileiras começaram a sentir os inevitáveis efeitos da turbulência e anunciaram suas medidas: férias coletivas, demissões e diminuição das previsões de investimentos para o próximo ano.
Pois bem: se o governo afirmava que o sucesso da economia se devia às suas medidas, agora, no momento do fracasso, afirma que a culpa é dos “países ricos”, e que não tem nada com isso.
O que há de estranho neste comportamento? Nada. É assim que se faz política, não só no Brasil, mas no mundo todo.
O estranho, é que, assim como os políticos, muitos religiosos evangélicos colocaram-se como os responsáveis pelo bom momento da economia. Tudo ia bem graças às suas orações, sua intercessão pela nação, seus jejuns, suas campanhas. Há até um site de uma campanha de jejum anual promovida por uma igreja da região do ABC paulista, dizendo que um dos sinais das bênçãos de Deus é uma “notável melhora econômica”. Justamente uma igreja do ABC, uma das regiões que mais estão sentindo os efeitos da crise, já que a economia da região é altamente dependente das montadoras de automóveis, que estão praticamente paradas e com os pátios lotados.
Senhores pastores e líderes evangélicos: não tratem suas ovelhas como burros. Esta crise certamente atingirá a todos, indistintamente, inclusive as próprias igrejas, e quando isso ocorrer, veremos qual será o discurso. Seria o “é culpa do diabo”? Seria o “é a falta de fé do povo”? Seria o “é culpa da mídia”? Ou seria o improvável “desculpe por mentir para vocês fazendo-os crer que quando tudo estava bem era por causa das minhas orações”?
Estou certo de que os cristãos serão muito importantes na reconstrução da economia global, se estiverem dispostos a colocar em prática seus elevados valores morais e força de trabalho em prol de uma sociedade mais justa e equilibrada.
Mas, enquanto prevalecerem os discursos histriônicos de gente que já se distanciou há muito tempo da realidade, os cristãos continuarão a ser parte da crise (no sentido mais amplo da palavra) e não solução para ela.
Segunda-feira, Dezembro 8
A Reforma também errou
As divisões entre os seres humanos sempre existiram e continuarão a existir. Desde sempre nossa raça aprendeu a gostar dos duelos, o que não é necessariamente ruim. Por exemplo: deste apreço pelas divisões e competições surgiram os esportes, os debates de idéias, o questionamento.
Ocorre que, dada a natureza humana, a predileção por determinadas idéias ou ideais faz com que o outro seja sempre visto por nós como “inimigo”, um alvo a ser destruído e tirado do caminho. A boa convivência entre pessoas que discordam é a maior prova de civilidade que se pode ter.
Este raciocínio também existe entre os cristãos e suas diferentes correntes. Católicos, protestantes, ortodoxos e outros grupos vivem se julgando os guardiões do verdadeiro evangelho, da genuína e pura mensagem de Cristo.
Estou certo que esse é o tipo da discussão em que, ao mesmo, todos estão certos e errados. Certamente há coisas boas e ruins em todas as correntes, em todas as comunidades, em todas as diferentes teses e práticas.
Os evangélicos (como são conhecidos os protestantes ou reformados) nasceram do mais importante movimento dentro do cristianismo, a Reforma Protestante, iniciada por Martinho Lutero, e que tinha a pretensão de limpar a igreja católica de suas práticas nefastas e de tirá-la do atoleiro em que vivia, sobretudo a “avareza e o paganismo”, nas palavras do próprio Lutero.
Os avanços conseguidos pela reforma são muitos, sendo certamente o seu principal o livre acesso às Escrituras por todos.
Mas, mais importante do que Lutero fez há quase 500 anos, é um dos slogans da Reforma, que tem sido esquecido nos dias atuais: “Ecclesia reformata et semper reformanda est” (Igreja Reformada sempre se Reformando). E é justamente aqui que os representantes de hoje deste tão importante movimento estão falhando. Esqueceram de continuar se reformando. Esqueceram de continuar se limpando. Esqueceram de continuar lutando contra a “avareza e o paganismo”.
Que ninguém se engane: o que se vê hoje entre os evangélicos nada tem a ver com o idealizado pelos reformadores, e, em muitos casos, não tem nada a ver com a própria Bíblia.
Os evangélicos devem respostas importantes a si mesmos, como por exemplo: A proliferação de denominações reflete a pluralidade cultural e de estilos de seus membros ou simplesmente a ganância e os interesses pessoais de seus dirigentes? Por que tanta luta para contrariar o dogma católico da infalibilidade papal se os atuais pastores escondem seus erros, sua truculência e incompetência atrás da tal “autoridade espiritual”? Por que tanta raiva das imagens que os católicos adoram se o que mais se vê dentro das igrejas evangélicas é um culto cego aos próprios interesses?
E essa divisão entre católicos e protestantes faz cada vez menos sentido, uma vez que abrigam-se debaixo do guarda-chuva da Reforma atualmente várias seitas (especialmente os conhecidos como neo-pentecostais), que não têm nenhum compromisso com o ideal do cristianismo puro, simples e bíblico.
E o “modus operandi” destes grupos têm seduzido inclusive as denominações mais tradicionais, que se renderam de vez aos modismos e fábulas, sob o pretexto do crescimento e da expansão do evangelho (com “e” minúsculo mesmo).
Os católicos erraram e erram. Mas os reformados também erram.
Ocorre que, dada a natureza humana, a predileção por determinadas idéias ou ideais faz com que o outro seja sempre visto por nós como “inimigo”, um alvo a ser destruído e tirado do caminho. A boa convivência entre pessoas que discordam é a maior prova de civilidade que se pode ter.
Este raciocínio também existe entre os cristãos e suas diferentes correntes. Católicos, protestantes, ortodoxos e outros grupos vivem se julgando os guardiões do verdadeiro evangelho, da genuína e pura mensagem de Cristo.
Estou certo que esse é o tipo da discussão em que, ao mesmo, todos estão certos e errados. Certamente há coisas boas e ruins em todas as correntes, em todas as comunidades, em todas as diferentes teses e práticas.
Os evangélicos (como são conhecidos os protestantes ou reformados) nasceram do mais importante movimento dentro do cristianismo, a Reforma Protestante, iniciada por Martinho Lutero, e que tinha a pretensão de limpar a igreja católica de suas práticas nefastas e de tirá-la do atoleiro em que vivia, sobretudo a “avareza e o paganismo”, nas palavras do próprio Lutero.
Os avanços conseguidos pela reforma são muitos, sendo certamente o seu principal o livre acesso às Escrituras por todos.
Mas, mais importante do que Lutero fez há quase 500 anos, é um dos slogans da Reforma, que tem sido esquecido nos dias atuais: “Ecclesia reformata et semper reformanda est” (Igreja Reformada sempre se Reformando). E é justamente aqui que os representantes de hoje deste tão importante movimento estão falhando. Esqueceram de continuar se reformando. Esqueceram de continuar se limpando. Esqueceram de continuar lutando contra a “avareza e o paganismo”.
Que ninguém se engane: o que se vê hoje entre os evangélicos nada tem a ver com o idealizado pelos reformadores, e, em muitos casos, não tem nada a ver com a própria Bíblia.
Os evangélicos devem respostas importantes a si mesmos, como por exemplo: A proliferação de denominações reflete a pluralidade cultural e de estilos de seus membros ou simplesmente a ganância e os interesses pessoais de seus dirigentes? Por que tanta luta para contrariar o dogma católico da infalibilidade papal se os atuais pastores escondem seus erros, sua truculência e incompetência atrás da tal “autoridade espiritual”? Por que tanta raiva das imagens que os católicos adoram se o que mais se vê dentro das igrejas evangélicas é um culto cego aos próprios interesses?
E essa divisão entre católicos e protestantes faz cada vez menos sentido, uma vez que abrigam-se debaixo do guarda-chuva da Reforma atualmente várias seitas (especialmente os conhecidos como neo-pentecostais), que não têm nenhum compromisso com o ideal do cristianismo puro, simples e bíblico.
E o “modus operandi” destes grupos têm seduzido inclusive as denominações mais tradicionais, que se renderam de vez aos modismos e fábulas, sob o pretexto do crescimento e da expansão do evangelho (com “e” minúsculo mesmo).
Os católicos erraram e erram. Mas os reformados também erram.
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